domingo, 28 de agosto de 2016

Ponto da situação nas vinhas

 Para memoria futura, ficam aqui fotos a volta do 10 de Agosto 2016.


Com o pintor ainda bem atrasado em relação ao ano anterior;


 Para ajudar a vinha na maturação e na prevenção de doenças, estivemos a arejar o ambiente a volta dos cachos.

Iamos bem cedo de manhã, das 6 horas ao meio dia.


 Porque a tarde, o calor era insuportavel.
Tem sido um verão seco, com pouca ou quase nenhuma chuva.

Apesar de uma primavera humida e dificil, conseguimos controlar o mildio, ha cachos em boa quantidade e bom estado sanitario, mas não esta facil a maturação.
Neste momento parece-me que dificilmente se ira vindimar antes de fim de Setembro, mas veremos.


O principal agora é mesmo que não venham granizos ou periodos de chuva intensa.
Bom tempo acompanhado de alguma agua de chuvas tranquilas, seria agora o ideal.
Veremos se a natureza sera ou não clemente este ano!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Recuperação de uma vinha de 2013 a 2016

Hoje partilho convosco 4 fotos de uma vinha que comecei a cultivar e recuperar em 2013.
Cada foto corresponde a um ano e permite visualizar mudanças no solo de ano para ano.
Acho impressionante a evolução, fico muito orgulhoso pelos resultados obtidos. Vejamos.

2013
Em 2013, primeiro ano de cultivo desta vinha de 50 anos. Nota-se pouca pouca vegetação num solo que tinha deixado de ser trabalhado.
2014
Em 2014, estrumamos a vinha, notamos no ano anterior fragilidade nas varas das videiras e tentamos assim dar outro vigor as cêpas. Estrumamos carreira sim, carreira não, para não trazer demasiado alimento de uma vez. O solo começa a ser trabalhado.

2015
Em 2015 notamos ja os primeiros resultados com a vegetação a regressar num solo mais vivo.
Aparece mais verdura nas carreiras estrumadas, nas outras aparece mais vegetação que no ano anterior, mas menos verde que nas carreiras estrumadas.
2016
Em 2016 a vegetação aparece ja em todas as carreiras e com muito mais vigor que no ano anterior. O inverno e a primavera humidas tambem contribuiram.

Aos poucos o solo vai recuperando a vida e vemos as videiras mais saudaveis. O vinho agradece!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pintor 2016 - As fotos

Chegou o pintor nas vinhas que cultivo no Dão, no sopé da Serra da Estrela.
No post de hoje vou por isso partilhar convosco algumas fotos que mostram o estado actual de duas vinhas, a centenaria e a vinha da Serra.
As fotos foram tiradas ontem, dia 01 de Agosto 2016.



Como podem ver existe variações do estado de avanço entre as videiras. Isso deve-se a varios factores, sendo talvez aqui o factor casta o predominante.
Algumas castas são mais precoces que outras. Os casos de castas que amadurecem cedo na zona são a Jaen e a Bastardo, isto falando dos casos que melhor se conhecem. Até podem existir outras naquele rol de castas antigas que por enquanto desconhecemos.


Focando agora na questão puramente estética, é uma altura do ano em que as cêpas começam a ficar ainda mais bonitas, diversicando as cores e nuances.


E um momento exitante quando chegamos a vinha e vemos o primeiro bago a mudar de cor.



Nas castas brancas é mais dificil de se perceber, pois os bagos em vez de virarem para o roxo, deixam o verde para um amarelo um pouco translucido, portanto mais dificil de distinguir.




Esta altura, que chamamos "pintor" (versão lusa) ou "veraison" (termo técnico francês), é um ponto de viragem importante, uma étapa importante do ciclo vegetativo. Pois é o momento em que a principal preocupação da planta deixa de ser o seu desenvolvimento vegetativo e passa a se concentrar na maturação do seu fruto.



A partir de agora, as energias que a planta encontra no solo e no sol, ja não serão canalizadas exclusivamente para o seu crescimento. As varas param agora de crescer, as energias são agora canalizadas para os cachos. De certa forma é como se se tratasse de uma mãe que agora se concentra na alimentação dos seus filhos.

Dizem os livros que o ponto de maturação ideal sera atingido 45 a 60 dias depois do pintor, o que aponta la para segunda metade de Setembro no nosso caso. Isto dependera muito das condições climatéricas em Agosto e Setembro.

Até la ainda temos algum trabalho para fazer. Temos que arrejar os cachos. Como podem ver nestas fotos temos algumas cêpas mais produtivas que precisam de se criar espaço entre os cachos para não ficarem agarrados uns aos outros. E que ficando uns contra os outros, vão acabar por desenvolver podridão quando ficarem mais maduros e que a chuva e humidade aparecerem.



Este trabalho de arrejamento, consiste em reorganizar a disposição de cachos, varas e folhas. Passa tambem por sacrificar alguns cachos, quando não temos alternativas em termos de mudança de disposição.

E o preço a pagar, até porque no nosso caso não vamos currar mais este ano, nem nunca curramos para o podre. Os cachos ficam portanto sem proteção quimica para a podridão e convem de criar um ambiente local favoravel a sanidade dos cachos.

Porquê não curramos para o podre? Porque é um tratamento que afecta muito as leveduras indigenas nas peliculas dos cachos. Se tratarmos para o podre, vamos ter problemas de fermentação mais tarde. Seremos nesse caso quase que obrigados a utilizar leveduras de pacote que vendem laboratorios especializados. E nesse caso acabariamos por de certa forma estandardizar o vinho, tornar-lo igual a tantos outros, com os mesmos gostos e sabores. Não é de todo o que procuramos, não queremos alterar o gosto e o sabor genuino destas uvas, não queremos que o nosso vinho perca a sua "alma".


Por isso em vez de alinhar pela facilidade, vamos continuar a trabalhar na vinha, fazendo este trabalho de arrejamanento. Vamos continuar a trabalhar muito na vinha, para que depois não precisamos de corrigir o quer que se seja na adega.

Ou contrario de ideias falsas que circulam isto não é minimalismo. O facto de não precisar de intervir quimicamente na adega, não significa que não se faz nada....

Significa que trabalhamos durante o ano e muito. Provavelmente muito mais do que a grande maioria dos convencionais.


sábado, 30 de julho de 2016

Finalemente chegou o pintor!

Finalmente chegou o pintor nas vinhas que cultivo no sopé da Serra da Estrela.

Chega atrasado em relação aos anos anteriores.
Em 2015 já se via nas vinhas mais precoces a 10 de Julho, enquanto que em 2014 encontrava se a 22 de Julho. Estamos portanto com umas semanas de atraso devido ao início de ciclo tardio, frio e húmido.

No entanto acredito que se possa recuperar algum atraso, as últimas semanas de bom tempo têm ajudado. Veremos agora como correm Agosto e Setembro.

domingo, 24 de julho de 2016

Nunca mais chega Setembro!

Estou com saudades da época da vindima.


Estou com saudades de fazer vinho, das vinificações, momento tão especial do ano.


 Um momento de relação so a so, entre o vigneron e o mosto.


Semanas durante a qual tem lugar a transformação da uva em vinho.


Em que concretizamos em vinho todo o trabalho desenvolvido ao longo do ano nas vinhas.


Estou com saudades. 
E caso para dizer "Nunca mais chega Setembro"!

Desencuba (vindima 2015)

video

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Ja provou A Palheira 2013?

A Palheira é um vinho de guarda que so será lançado nos melhores anos, mostrando o melhor blend do ano.



Respeitando a tradição regional do vinho de lote, A Palheira 2013 resulta do lote da selecção das melhores barricas de 2013. 


Contribuem para este blend 4 pequenas vinhas velhas, com idades entre os 50 e os 90 anos. 
Juntas formam um conjunto harmonioso que mostra o que o Dão Serra da Estrela tem de melhor para oferecer.

Baga, Jaen e Tinta Amarela lideram um field blend de 20 castas.

Vinificação com leveduras indigenas, em pequenos lagares, controlando a temperatura de fermentação. 

Extração muito suave devido ao trabalho por infusão.

Estagio de 18 meses em carvalho francês de barricas usadas de varios anos e varias tanoarias.


Pode encontrar no site dos projectos Niepoort, deixo o link:
http://www.niepoort-projectos.com/prod.php?pid=1003

Obrigado!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Sobreviver num ano austero

Este ano de 2016 esta a confirmar-se como um dos mais dificeis e perigosos dos ultimos anos.
Não esta facil para ninguem e para nos tambem não.

Desde o inicio do ciclo que as dificuldades se conjugam.
Começou-se com um abrolhamento tardio, com um atraso de duas a três semanas.

Depois sucederam-se as semanas de mau tempo com muita chuva e frio o que alem de não permitir recuperar o atraso, aumenta a pressão de doenças.
Mesmo os dias em que não chove têm sido ameaçadores, pois as manhãs na nossa zona têm sido de muita orvalhadas, encontrando-se as folhas muito molhadas em varias manhãs, o que significa que no Dão não é necessariamente preciso chover para que os fungos se desenvolvam...

Resultado destas condições climatéricas?
Por enquanto vai-se conseguindo controlar as ameaças. Apareceram algumas manchas de mildio em duas vinhas, mas pouca coisa. Nas outras vinhas ainda nada, felizmente. Mas este controle faz-se ao custo de uma augmentação dos tratamentos fitosanitarios. Temos sido obrigados a curar quase todas as semanas. Neste momento ja vamos em 5 tratamentos, o que para nos no Dão equivale aos tratamentos totais de um ano normal...

As dificuldades não acabam aqui...
Nestes ultimos tempos tem havido o periodo de floração, periodo determinante para a produção do ano. Para haver uma boa produção é bom que haja um periodo de floração com tempo ameno, sem chuva. Ora no nosso caso tivemos varios dias de chuva neste periodo critico... Começamos agora a ter uma noção do impacto e nota-se que muito cacho desavinhou... Não se sabe bem ou certo quanto se perdeu, mas talvez uns 10% da produção.

E assim! A vida de viticultor não é facil.
Neste periodo anda-se com o risco de se perder parte da produção, por vezes mesmo tudo. Risco que não existe noutras actividades economicas. E preciso coragem.

Pelo menos temos a felicidade de não ter tido nenhuma catastrofe natural, do tipo geadas ou granizos, ao contrario do que tem acontecido este ano em varias regiões francesas que perderam tudo ou quase... Varias zonas da Borgonha, da Loire ou do Beaujolais têm sido massacradas este ano.
Por vezes não so perderam a produção deste ano, como ficou comprometida a produção do proximo ano. Situações muito duras, que podem ser mortiforas para a situação financeira dos mais pequenos.

Nos tambem ja tivemos problemas no passado com geadas e riscos de granizos, mas felizmente até agora este ano não nos pos a frente deste tipo de dificuldades.
Portanto ha que relativizar e ver o lado positivo!
E quem sabe? Pode ser que o resto do ciclo se torne um pouco mais simpatico!

sábado, 21 de maio de 2016

2016 : um inicio do ciclo vegetativo tardio e chuvoso


Fim de Abril assistia-se ao inicio tardio do ciclo vegetativo
Este inicio de ano não tem sido facil, com um arranque tardio e muita chuva a ameaçar




A estimativa aponta para duas a três semanas de atraso até agora

Atraso que podera ou não ser reduzido consoante as condições climatéricas nas proximas semanas

Neste inicio de Maio cortamos as ervas acumuladas durante o inverno
Estas plantas cortadas vão agora servir de alimento natural para a micro-fauna do solo e consequantemente para as raizes das videiras

Alimento 100% natural, o que se notara no vinho

Vinha da Serra

A Serra da Estrela sempre em pano de fundo

Cêpas velhinhas mas que respiram saude porque bem tratadas

Vinhas escavadas a mão ou com ajuda do cavalo, aqui não entram herbicidas...

O glifosate fica para os outros 99% dos produtores de vinhos

Cada cêpa tem a sua personalidade, como se estivessemos perante os habitantes de uma aldeia, uns mais velhos e sabios, outros mais novos e irreverentes

Uma aldeia cheia de bailarinas selvagens

A primavera e as suas flores oferecem-nos imagens reconfortantes


Aqui, na vinha de Bical/Cerceal, a natureza tomou conta do sitio

Terceiro ano de cultivo desta vinha, agora recuperada respira saude

Se não lhe tivesse pegado, hoje estaria morta, abandonada

Quase 50% destas cêpas são de Baga

Esperamos que as proximas semanas sejam mais clementes do que as ultimas, bastantes chuvosas e perigosas

Veremos se 2016 continuara a ser um ano maroto ou se se tornara mais meiguinho

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Os vinhos lançados em 2016 - Wines to be released in 2016

VINHAS VELHAS 2013 



Este tinto Vinhas Velhas 2013 resulta da combinação das diversas pequenas parcelas de vinhas velhas cultivadas pelo Antonio com dedicação. Este vinho bandeira ilustra bem a filosofia da casa.
Ficha técnica tinto Vinhas Velhas 2013



This red Vinhas Velhas 2013 comes from the blend of several small old vineyards cultivated by Antonio with dedication. It illustrates very well the philosophy of the domain.
Techsheet Vinhas Velhas 2013 






ROSE 2015



Em 2015 Antonio Madeira fez a sua primeira experiencia em rosé, a partir de uma vinha velha (50 anos) virada a norte. A vinha é cultivada exclusivamente para fazer rosé. E composta de um field blend de mais ou menos vinte castas. O objectivo é fazer um rosé gastronomico, focado na expressão do seu terroir.

In 2015 Antonio Madeira made his first experience in rosé, from an old vines (50 years) north facing. The vineyard is cultivated exclusively to make rosé. It is a field blend of about twenty varieties. The aim is to make a gastronomic rosé, focused on the expression of its terroir.
Techsheet Rosé 2015




BRANCO 2014


Este branco 2014 provem das diversas vinhas cultivadas, apanhando-se a parte do tinto as uvas brancas das vinhas velhas com idades de 50 a 120 anos.
70% do field blend é composto por 3 castas : Siria, Fernão Pires e Bical. No resto encontramos mais de vinte castas autoctones de antigamente.
Ficha técnica Branco 2014


2014 white comes from all the vineyards cultivated by Antonio Madeira, aged from 50 up to 120 years old, where we found field blends of around 20 autochthonous grape varieties, some of them forgotten varieties. 70% of the field blend is Siria, Fernão Pires, Bical and Cerceal.
Techsheet Branco 2014




A PALHEIRA 2013
A Palheira é um vinho de guarda que so sera lançado nos melhores anos, mostrando o melhor blend do ano.
Respeitando a tradição regional do vinho de lote, A Palheira 2013 resulta da selecção das melhores barricas de 2013. Contribuem para este blend 4 pequenas vinhas velhas, com idades entre os 50 e os 90 anos. Juntas formam um conjunto harmonioso que mostra o que o Dão Serra da Estrela tem de melhor para oferecer.
Ficha técnica A Palheira 2013


A Palheira is a blend to be released only on the best years, showing the best blend of the year.
Respecting the regional tradition of blended wine, A Palheira 2013 results from the selection of the best barrels of 2013. 4 small old vines, aged between 50 and 90 years old, constribute to this blend. Together, they reach a harmonious whole that shows the best Dão Serra da Estrela has to offer.
Techsheet A Palheira 2013




VINHA DA SERRA 2013
Este tinto Vinha da Serra 2013 é a expressão de uma parcela unica. Trata-se de uma pequena vinha com 90 anos, situada em altitude (600m) em plena Serra da Estrela, numa encosta virada a poente. Consegue-se assim um equilibrio unico, com a altitude a trazer frescura e a exposição solar a poente a trazer maturação. A textura fina do solo reencontra-se na prova de boca. Um « Premier Cru » com identidade e que transmite uma sensação de harmonia.

Esta vinha produz muito pouco. Em 2013, conseguiu-se apenas uma barrica de 225L de esta vinha, barrica que engarrafamos a parte. Nos anos seguintes de 2014 e 2015 não havera engarrafamento a parte deste vinho, por não se ter conseguido quantidades para encher uma barrica.

Vinha da Serra 2013 Red is the expression of a single parcel. A 90 years old small vineyard  located in altitude (600m) in the Serra da Estrela, on a hillside facing west. We find here a wonderful balance with altitude bringing freshness and sun exposure to the west bringing ripeness. The fine tannins in the mouth remind the fine texture of the soil. A "Premier Cru" with identity and sense of harmony.

This vineyard produces very little. In 2013, we managed only a barrel of 225L of this vineyard. In the following years 2014 and 2015 there will be no bottling the wine, for not having achieved amounts to fill a barrel. 2013 therefore offered a unique opportunity for us to taste the fruit of this single vineyard.




A CENTENARIA 2013
A centenaria 2013 é a expressão de uma parcela de vinha com 120 anos, com grande caracter. Estamos perante o que poderiamos chamar de « Grand Cru », um vinho que decidimos engarrafar a parte, por apresentar uma identidade unica. A sua prova leva-nos a viajar no tempo para descobrir os aromas e sabores do sopé da Serra da Estrela, no Dão, tal como ele era no fim do século XIX.
Ficha técnica A Centenaria 2013


A centenaria 2013 is the expression of a 120 years old vineyard with great character. We are facing what could be considered as a « Grand Cru ».  We decided to bottle it as a single vineyard in order to preserve its unique and strong identity. Tasting this wine is an experience that leads us to travel back in time to discover the aromas and flavors of the foothills of the Serra da Estrela, in the Dão, as it was in the late nineteenth century.
Techsheet A Centenaria 2013




MOREISH 2013




Luis Lopes, énologo da Quinta da Pellada, tem-me ajudado a fazer os vinhos desde o inicio desta aventura. O Luis tem tido um papel fundamental neste projecto. Alem de grande amigo, vejo o Luis como um dos mais talentosos enologos da nova geração portuguesa. Uma pessoa aberta, culta, sabia e humilde. Uma pessoa que procura fazer vinhos o mais naturalmente possivel. Partilhamos a mesma filosofia e hoje em dia não trocaria o Luis por nenhum enologo, por mais famoso que seja.

Um dia em que estavamos a trasfegar os tintos de 2013, depois do fim da malolactica, o Luis procurou fazer o lote que mais o emocionasse. Resultou uma barrica em que entraram vinhos de 3 vinhas velhas. Mais tarde, cada vez que provavamos aquela barrica, ficavamos sempre com a ideia de que ela merecia ser engarrafada a parte. Foi o que fizemos.

Pedi ao Luis para escolher o nome do vinho e para criar o rotulo, porque este seria o « seu » vinho. Um vinho que serve para homenagear o talento do Luis e todo o apoio que ele me tem dado desde 2010. O Luis escolheu o nome « Moreish », palavra inglesa que expressa perfeitamente a ideia que o Luis tinha em cabeça no momento de criar o lote : « beber um copo e chorar por mais ! ».

Luis Lopes, winemaker at Quinta da Pellada, has been helping me to make the wines from the beginning of this adventure. Luis has played a key role in this project. Luis is a great friend and also one of the most talented winemakers of the new Portuguese generation. Open-minded, educated, wise and humble. A person who seeks to make wines as naturally as possible. We share the same philosophy.

After the end of malolactic, Luis tried to make the most thrilling blend with my 2013 red barrels. It resulted in a barrel. Later, each time we tasted that barrel, we thought it would deserve to be bottled separately. It was what we did.

I told to Luis to choose the name of the wine and to design the label, because this would be "his" wine, in order to honor his talent and all the support he has given me since 2010. Luis chose the name « Moreish », a word that perfectly expresses what we feel when we drink this wine.